sábado, 26 de maio de 2012

Entrevista: Gerente da Google

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Gerente do Google fala sobre o futuro do Google Apps e Google Drive

O gerente de produto do grupo Google Apps, Jonathan Rochelle deu uma entrevista para InformationWeek EUA para falar sobre as metas e objetivos do Google Apps para continuar aumentando sua participação no mercado corporativo.
Jonathan afirma que o Google criou previsões bem realistas que em um curto espaço de tempo será líder no mercado corporativo de e-mails e softwares graças ao grande sucesso do Google Apps.
Ele também salienta que a atual liderança da Microsoft no mercado corporativo com produtos como o pacote Office, Windows Server e Exchange se torna um estímulo maior ainda já que fica visível que o Google Apps for Business sendo uma solução baseada na Computação em Nuvem pode oferecer uma grande quantidade de vantagens em relação ao concorrente.

Leia na íntegra a entrevista:
O que virá agora para o Google Apps, Drive, Chrome e para a estratégia do Google contra a forte liderança da Microsoft em desktop corporativo? O gerente de produto do grupo Google Apps, Jonathan Rochelle, sentou com Paul McDougall, da InformationWeek EUA, após seu keynote no Interop, para falar sobre o que futuro reserva:
IW: Quanto o Google ainda pode crescer no mercado corporativo?
JR: Para ser sincero, pode ser uma visão otimista, mas acredito que podemos ser o maior fornecedor [de e-mail e aplicativos] no mercado corporativo. Já temos presença forte. O maior problema que enfrentamos é que isso é secundário para nosso negócio central, pela perspectiva financeira. Não temos de divulgar números, então não divulgamos. Mas mesmo hoje, podemos ser uma das maiores empresas de software corporativo. O momentum que temos é muito grande.


IW: Vocês têm diversas tecnologias e soluções de ponta. Como tudo isso funciona no mundo corporativo?
JR: Existe uma ligação muito forte entre Android e Chrome e os aplicativos de negócio. Tem um lado de dispositivo, se pensarmos, Android e Chrome podem ser gerenciados e ter os dados apagados remotamente; existe todo tipo de controle que se cruza com os aplicativos, que tem painéis de controle que controlam documentos, planilhas, e-mail, contatos. Todas as coisas que as pessoas usam na vida corporativa. Tudo isso se liga com a ferramenta de busca do Google. Se alguém fizer uma busca em documentos e e-mail, eles buscam dentro do firewall. Então, é uma tremenda ligação.


IW: Vocês também vão lançar alguns serviços especializados? 
JR: Existem algumas coisas verticais que são muito específicas, como o serviço Geode. É incrível. O que as pessoas podem fazer com os serviços de mapa que são oferecidos a profissionais vai muito além do que já estava disponível, especialmente por esse custo. É uma enorme corrente que se encaixa.


IW: Não resta dúvida de que as ofertas Google estão crescendo, mas são difíceis de vender num mercado corporativo dominado pelo Windows Server e Exchange no back end? 
JR: Não é necessariamente inibidor. Acho que o fator mais inibidor é a inércia. Existem pessoas que querem essa mudança, mas já investiram em outras coisas. Portanto, o que acontece é que quando eles chegam a um ponto de decisão, eles começam a considerar. E é por isso que temos tanto momentum – porque muitos pontos de decisão estão chegando. Devo seguir para o Office 365, devo seguir para o próximo Exchange Server, quais desses produtos da Microsoft devo considerar, ou devo ver quais outras opções eu tenho? No passado, não havia outra opção.
É por isso que acredito que podemos crescer ainda mais: porque eu acredito que oferecemos uma opção, e é uma forma diferente de trabalhar. Muda o paradigma da produtividade de todos esses produtos.


IW: Planos para um produto próprio de servidor?
JR: É uma ótima pergunta. Não que eu saiba, por enquanto. Mas com o Chromium como sistema operacional, não é inviável.


IW: A Microsoft respondeu ao Google Apps com o Office 365. Como isso impactou vocês?
JR: Começamos na nuvem; para nós, a nuvem mudou a forma como as pessoas trabalham. Para eles, acho que é mais uma forma de dizer “Oh, nós também temos essas coisas na nuvem”. Porque, para eles, ainda existe compromisso com o desktop. É onde nos diferenciamos. Não achamos que a pessoa precise se manter comprometida com o desktop. Não achamos necessário, e isso altera, de forma negativa, os ganhos de produtividade.


IW: Então, a Microsoft ter adotado a nuvem não é uma preocupação para vocês?
JR: Certamente eles têm incumbência do lado deles. É fácil fazer alguém mudar de uma coisa para outra no mesmo estilo, especialmente pela perspectiva das licenças, instalação e inércia.


IW: Qual o maior impedimento da adoção dos aplicativos em nuvem? Quando os consumidores não querem, quais sãos os motivos? 
JR: Não acho que exista qualquer tipo de impedimento. O conjunto de produtos é muito amplo. Eu não sou de vendas, então não tenho uma boa resposta. Com produtos de colaboração, é geralmente porque eles têm pessoas na equipe que ainda precisam do Office e eles não perceberam que podem usar os dois. A questão seria se 80% deles seriam mais produtivos usando nosso produto. A resposta geralmente é sim. O Office é um software muito especializado e isso é incrível, mas não para todo mundo.


IW: Existe alguma oportunidade de negócio para o Google envolvendo integração de nuvem?
JR: Acredito que sim. Estamos mantendo nossos investimentos atuais no centro, e estamos felizes com o fato de que as pessoas gostam do CloudLock e outros benefícios de espaços que deixamos. Gostamos de ver isso acontecer.


IW: A Microsoft gastou US$ 8.5 bilhões na aquisição do Skype, e está integrando vídeo em tempo real por todo o conjunto de produtos. Como o Google responde? 
JR: Vamos reagir. Vídeo já é o centro do Google+, e o Google+ vai se tornar o centro do Google Apps. Ainda não temos previsão de quando isso vai ser, mas será uma integração do Google+ de forma que permite os administradores do domínio a controlarem o compartilhamento do G+. Hoje, um hangout pode ser compartilhado com qualquer um, basta compartilhar o link. Precisamos proteger isso; precisamos adicionar controles de acesso.


IW: Pelo lado do cliente, a Microsoft está querendo transformar Windows 8 em um SO que pode ser utilizado em diferentes plataformas, como PCs, tablets e smartphones para entregar uma experiência consistente. Em algum momento, o Google planeja unir o Chromium com o Android? 
JR: Provavelmente existe alguma vantagem ai. Existe uma versão beta do Chrome no Androd. Eu uso com frequência e acho incrível. Acho que o Chrome ultrapassou os limites do navegador e fez muito bem para a indústria de diferentes formas, e eu acho que o Android também será um benefício. Eu não sei se como próximo passo, Chromium e Android vão se unir. Eu não tenho a proximidade necessária para falar sobre isso. Eu vejo o Chrome como um ótimo navegador para o sistema operacional Android.


IW: O Google Apps foi desenvolvido para navegador, mas muitas pessoas acreditam que estamos entrando numa era pós-navegador. O que você acha disso? 
JR: Acho curioso. No passado, eu falaria sobre os benefícios da entrega via navegador – pelo aspecto de multi-plataforma. É difícil entregar em Linux e Sun e similares. Era uma coisa maravilhosa ter de se preocupar apenas com o navegador. Mas, agora, temos plataformas móveis, iOS e Android, especificadamente, e vemos o valor daquilo, especialmente com os aplicativos offline. Temos os aplicativos Android que estão por ai; temos uma declaração de que o Drive vai chegar ao iOS; e teremos, definitivamente, os aplicativos nativos de novo.
Quando tudo isso se junta na nuvem e ainda estamos acessando os mesmo dados, tudo, finalmente, se conforma com a nuvem. É um beneficio enorme. Apenas a parte do custo do desenvolvimento é uma infelicidade.


IW: O que o futuro reserva para o Google Apps?
JR: Podemos adicionar muita coisa. Internamente, temos pessoas que querem um produto estilo Microsoft Project. Poderíamos, mas também poderíamos, em vez disso, fazer o mesmo que fizemos com a plataforma Drive e abri-lo para que outras ferramentas possam existir. Quando se tem uma forte capacidade organizacional sobre o conteúdo e sign-on único e outros tipos de controle de acesso, você junta tudo isso e, de repente, você pode usar quase qualquer produto que seja um aplicativo Drive. Você pode rastreá-lo e controlá-lo. Existem muitas oportunidades que não iremos necessariamente explorar.


IW: O que mais está no pacote? 
JR: Mais mobilidade, integração de social e a habilidade de fazer nossos produtos funcionarem offline é algo em que trabalhamos bastante


Fonte: http://qinetwork.com.br/gerente-do-google-fala-sobre-o-futuro-do-google-apps-e-google-drive/?goback=%2Egde_145755_member_118689430

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