
Gerente do Google fala sobre o futuro do Google Apps e Google Drive
O gerente de produto do grupo Google Apps, Jonathan Rochelle deu uma entrevista para InformationWeek EUA para falar sobre as metas e objetivos do Google Apps para continuar aumentando sua participação no mercado corporativo.
Jonathan afirma que o Google criou previsões bem realistas que em um curto espaço de tempo será líder no mercado corporativo de e-mails e softwares graças ao grande sucesso do Google Apps.
Ele também salienta que a atual liderança da Microsoft no mercado corporativo com produtos como o pacote Office, Windows Server e Exchange se torna um estímulo maior ainda já que fica visível que o Google Apps for Business sendo uma solução baseada na Computação em Nuvem pode oferecer uma grande quantidade de vantagens em relação ao concorrente.
Leia na íntegra a entrevista:
O que virá agora para o Google Apps, Drive, Chrome e para a estratégia do Google contra a forte liderança da Microsoft em desktop corporativo? O gerente de produto do grupo Google Apps, Jonathan Rochelle, sentou com Paul McDougall, da InformationWeek EUA, após seu keynote no Interop, para falar sobre o que futuro reserva:IW: Quanto o Google ainda pode crescer no mercado corporativo?
JR: Para ser sincero, pode ser uma visão otimista, mas acredito que podemos ser o maior fornecedor [de e-mail e aplicativos] no mercado corporativo. Já temos presença forte. O maior problema que enfrentamos é que isso é secundário para nosso negócio central, pela perspectiva financeira. Não temos de divulgar números, então não divulgamos. Mas mesmo hoje, podemos ser uma das maiores empresas de software corporativo. O momentum que temos é muito grande.
IW: Vocês têm diversas tecnologias e soluções de ponta. Como tudo isso funciona no mundo corporativo?
JR: Existe uma ligação muito forte entre Android e Chrome e os aplicativos de negócio. Tem um lado de dispositivo, se pensarmos, Android e Chrome podem ser gerenciados e ter os dados apagados remotamente; existe todo tipo de controle que se cruza com os aplicativos, que tem painéis de controle que controlam documentos, planilhas, e-mail, contatos. Todas as coisas que as pessoas usam na vida corporativa. Tudo isso se liga com a ferramenta de busca do Google. Se alguém fizer uma busca em documentos e e-mail, eles buscam dentro do firewall. Então, é uma tremenda ligação.
IW: Vocês também vão lançar alguns serviços especializados?
JR: Existem algumas coisas verticais que são muito específicas, como o serviço Geode. É incrível. O que as pessoas podem fazer com os serviços de mapa que são oferecidos a profissionais vai muito além do que já estava disponível, especialmente por esse custo. É uma enorme corrente que se encaixa.
IW: Não resta dúvida de que as ofertas Google estão crescendo, mas são difíceis de vender num mercado corporativo dominado pelo Windows Server e Exchange no back end?
JR: Não é necessariamente inibidor. Acho que o fator mais inibidor é a inércia. Existem pessoas que querem essa mudança, mas já investiram em outras coisas. Portanto, o que acontece é que quando eles chegam a um ponto de decisão, eles começam a considerar. E é por isso que temos tanto momentum – porque muitos pontos de decisão estão chegando. Devo seguir para o Office 365, devo seguir para o próximo Exchange Server, quais desses produtos da Microsoft devo considerar, ou devo ver quais outras opções eu tenho? No passado, não havia outra opção.É por isso que acredito que podemos crescer ainda mais: porque eu acredito que oferecemos uma opção, e é uma forma diferente de trabalhar. Muda o paradigma da produtividade de todos esses produtos.
IW: Planos para um produto próprio de servidor?JR: É uma ótima pergunta. Não que eu saiba, por enquanto. Mas com o Chromium como sistema operacional, não é inviável.
IW: A Microsoft respondeu ao Google Apps com o Office 365. Como isso impactou vocês?
JR: Começamos na nuvem; para nós, a nuvem mudou a forma como as pessoas trabalham. Para eles, acho que é mais uma forma de dizer “Oh, nós também temos essas coisas na nuvem”. Porque, para eles, ainda existe compromisso com o desktop. É onde nos diferenciamos. Não achamos que a pessoa precise se manter comprometida com o desktop. Não achamos necessário, e isso altera, de forma negativa, os ganhos de produtividade.
IW: Então, a Microsoft ter adotado a nuvem não é uma preocupação para vocês?JR: Certamente eles têm incumbência do lado deles. É fácil fazer alguém mudar de uma coisa para outra no mesmo estilo, especialmente pela perspectiva das licenças, instalação e inércia.
IW: Qual o maior impedimento da adoção dos aplicativos em nuvem? Quando os consumidores não querem, quais sãos os motivos?
JR: Não acho que exista qualquer tipo de impedimento. O conjunto de produtos é muito amplo. Eu não sou de vendas, então não tenho uma boa resposta. Com produtos de colaboração, é geralmente porque eles têm pessoas na equipe que ainda precisam do Office e eles não perceberam que podem usar os dois. A questão seria se 80% deles seriam mais produtivos usando nosso produto. A resposta geralmente é sim. O Office é um software muito especializado e isso é incrível, mas não para todo mundo.
IW: Existe alguma oportunidade de negócio para o Google envolvendo integração de nuvem?
JR: Acredito que sim. Estamos mantendo nossos investimentos atuais no centro, e estamos felizes com o fato de que as pessoas gostam do CloudLock e outros benefícios de espaços que deixamos. Gostamos de ver isso acontecer.
IW: A Microsoft gastou US$ 8.5 bilhões na aquisição do Skype, e está integrando vídeo em tempo real por todo o conjunto de produtos. Como o Google responde?
JR: Vamos reagir. Vídeo já é o centro do Google+, e o Google+ vai se tornar o centro do Google Apps. Ainda não temos previsão de quando isso vai ser, mas será uma integração do Google+ de forma que permite os administradores do domínio a controlarem o compartilhamento do G+. Hoje, um hangout pode ser compartilhado com qualquer um, basta compartilhar o link. Precisamos proteger isso; precisamos adicionar controles de acesso.
IW: Pelo lado do cliente, a Microsoft está querendo transformar Windows 8 em um SO que pode ser utilizado em diferentes plataformas, como PCs, tablets e smartphones para entregar uma experiência consistente. Em algum momento, o Google planeja unir o Chromium com o Android?
JR: Provavelmente existe alguma vantagem ai. Existe uma versão beta do Chrome no Androd. Eu uso com frequência e acho incrível. Acho que o Chrome ultrapassou os limites do navegador e fez muito bem para a indústria de diferentes formas, e eu acho que o Android também será um benefício. Eu não sei se como próximo passo, Chromium e Android vão se unir. Eu não tenho a proximidade necessária para falar sobre isso. Eu vejo o Chrome como um ótimo navegador para o sistema operacional Android.
IW: O Google Apps foi desenvolvido para navegador, mas muitas pessoas acreditam que estamos entrando numa era pós-navegador. O que você acha disso?
JR: Acho curioso. No passado, eu falaria sobre os benefícios da entrega via navegador – pelo aspecto de multi-plataforma. É difícil entregar em Linux e Sun e similares. Era uma coisa maravilhosa ter de se preocupar apenas com o navegador. Mas, agora, temos plataformas móveis, iOS e Android, especificadamente, e vemos o valor daquilo, especialmente com os aplicativos offline. Temos os aplicativos Android que estão por ai; temos uma declaração de que o Drive vai chegar ao iOS; e teremos, definitivamente, os aplicativos nativos de novo.Quando tudo isso se junta na nuvem e ainda estamos acessando os mesmo dados, tudo, finalmente, se conforma com a nuvem. É um beneficio enorme. Apenas a parte do custo do desenvolvimento é uma infelicidade.
IW: O que o futuro reserva para o Google Apps?
JR: Podemos adicionar muita coisa. Internamente, temos pessoas que querem um produto estilo Microsoft Project. Poderíamos, mas também poderíamos, em vez disso, fazer o mesmo que fizemos com a plataforma Drive e abri-lo para que outras ferramentas possam existir. Quando se tem uma forte capacidade organizacional sobre o conteúdo e sign-on único e outros tipos de controle de acesso, você junta tudo isso e, de repente, você pode usar quase qualquer produto que seja um aplicativo Drive. Você pode rastreá-lo e controlá-lo. Existem muitas oportunidades que não iremos necessariamente explorar.
IW: O que mais está no pacote?
JR: Mais mobilidade, integração de social e a habilidade de fazer nossos produtos funcionarem offline é algo em que trabalhamos bastante
Fonte: http://qinetwork.com.br/gerente-do-google-fala-sobre-o-futuro-do-google-apps-e-google-drive/?goback=%2Egde_145755_member_118689430
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